Notícias

“Quem Cuida de Quem Cuida?” ação da SEMADS e SECOM valoriza as mulheres e leva aprendizado às crianças do bairro Jardim das Américas

29/02/2024

Uma oficina de fotografia foi realizada para as crianças atendidas pelo CRAS III de Guarapuava. A ação  foi realizada em alusão ao Dia da Mulher, comemorado em 8 de março. As mulheres presentes nas vidas das crianças foram fotografadas na atividade.

 

Em uma parceria com a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Semads), a Secretaria de Comunicação (Secom) realizou, esta semana, uma oficina de fotografia para as crianças que participam do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), no Bairro Jardim das Américas.

 

A oficina foi dividida em dois dias, segunda e quarta-feira (26 e 28 de fevereiro), sendo o primeiro realizado para que as crianças aprendessem noções básicas de fotografia e o manuseio da câmera fotográfica. Já o segundo dia foi de atividade prática, onde as crianças foram a campo fotografar. Ao todo, 25 crianças, de 5 a 13 anos, dos  turnos da manhã e da tarde, participaram do projeto inédito. 

 

“O projeto tem como objetivo valorizar o trabalho doméstico que as mulheres realizam diariamente, e que por vezes, não é reconhecido e é tido como invisível. Por isso, pedimos às crianças para que, por meio da equipe da Secom, registrassem o cotidiano das mulheres que moram com elas. Foi muito interessante ver sob a ótica das crianças ao trabalho que as mulheres realizam limpando a casa, arrumando e levando cada um deles para a escola. Enfim, foi uma forma de valorizar quem exercer os cuidados diariamente e por vezes passa desapercebida”, ressaltou a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social de Guarapuava, Elenita Lodi.

 

A ação também foi realizada em alusão ao Dia da Mulher, que ocorre no dia 8 de março. As mulheres presentes nas vidas das crianças foram fotografadas na atividade. Segundo a coordenadora do CRAS III, Elis Volochati, o projeto “Quem Cuida de Quem Cuida?” tem como objetivo trazer à cena, no mês da mulher, o trabalho invisibilizado de quem atua nos cuidados domésticos.

 

“Muitas vezes a gente pergunta para elas, enquanto assistente social, com o que elas trabalham, e a maioria diz que não trabalha. Elas esquecem desse trabalho doméstico que é tão importante para nossa sociedade e que move o mundo. Então, nesse mês de março, nós estamos com esse projeto para valorizar e ter esse reconhecimento das mulheres na esfera dos cuidados, porque muitas são mães que cuidam dos seus filhos, fazem seus afazeres domésticos e esse tempo e esse trabalho delas não é visto como uma atividade”, destacou Elis.

 

Sobre a experiência, Carla Ferreira dos Santos comentou que as atividades do CRAS trazem tranquilidade para ela, enquanto mãe e dona de casa, por saber que sua filha, Tainá, está segura e obtendo conhecimento.

 

“Para mim é importante ela (filha) participar no CRAS, porque aprende muita coisa boa. Eu fico feliz de ela estar fazendo os cursos. Cada vez mais, ela traz coisas boas para dentro de casa e é melhor do que ela estar na rua, correndo risco. Ela estando lá eu sei que ela está segura”, disse Carla.

 

Já Fernanda dos Santos, mãe da pequena Gabriela Batista, de 5 anos, comentou que ver a filha inserida nas atividades do CRAS é importante para ela enquanto mãe.

 

“É bom, porque está se desenvolvendo cada vez mais. Antes ela não se interessava nem em estudar, aprender a escrever. Agora é mais fácil, você escreve uma letra, manda ela fazer e ela repete. Cada vez mais ela está se desenvolvendo. Para mim, estar envolvida nesse desenvolvimento é muito importante, porque eles ficam mais ativos quando estamos juntos”, expressou Fernanda.

 

A coordenadora do SCFV do CRAS III, Regina de Lima, explica que a iniciativa era fazer com que as próprias crianças tirassem fotos das mulheres de suas vidas para que essa convivência e valorização partisse desde a infância. 

 

“Acreditamos que é muito importante valorizar o dia a dia das mães, avós e mulheres do nosso bairro, juntamente com as crianças, para trazer esse assunto desde os mais novos até os mais velhos”, afirmou a coordenadora.

 

Abimael Valentim, fotógrafo que ministrou a oficina, disse que, além de valorizar as mulheres dessas famílias, a ação teve a importância de despertar habilidades nas crianças com novas atividades.

 

“São crianças de uma classe social com dificuldades. Quando elas pegaram na câmera profissional, elas ficaram muito felizes com a possibilidade de poder manusear um equipamento que não é tão acessível. Eu acho que é importante despertar também alguma habilidade nelas. Percebi que algumas delas conseguiram pegar a câmera de uma maneira correta e ficaram vibrando com a possibilidade de tirar a foto. A maior alegria deles é saber que elas mesmas iriam tirar a foto”, enfatizou.

 

Para as crianças, além do aprendizado, a oficina foi um momento de diversão. Taila Eloíse dos Santos, de 12 anos, disse que sempre quis aprender a mexer em uma câmera.

 

“É uma experiência muito boa. Eu achei muito legal, porque meu sonho é ser fotógrafa”, falou Taila.

 

Para ver mais fotos da ação, clique AQUI.